Nos pênaltis: classificação épica da Ponte em cima do Santos completa três anos

Até vice-campeonato paulista de 2017, Macaca despachou Peixe (quartas de final) e Palmeiras (semifinal)

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 10 (AFI) - Há três anos, mais exatamente em 10 de abril de 2017, a Ponte Preta escrevia um dos capítulos mais marcantes de sua história recente.

Afinal, na situação, Macaca conquistava classificação épica em cima do Santos, com vitória nos pênaltis por 5 a 4, após revés pelo placar de 1 a 0 no tempo regulamentar.

O jogo foi o segundo nas quartas de final do Campeonato Paulista e carimbou vaga da Alvinegra entre os quatro melhores da competição, interrompendo sequência do rival de oito temporadas consecutivas na decisão do torneio.

Classificação da Ponte em cima do Santos completa três anos - Fábio Leoni / AA Ponte Preta
Classificação da Ponte em cima do Santos completa três anos

À época sob comando de Gilson Kleina, então na segunda passagem pelo Moisés Lucarelli, o time campineiro foi até o Pacaembu, lotado de santistas, com vantagem do empate, depois de ter vencido o confronto, também por 1 a 0, em casa.

Na disputa da cal, a Ponte teve aproveitamento perfeito, com cinco gols em cinco cobranças - os escolhidos foram Ravanelli, Yago, Clayson, Jadson e William Pottker.

O goleiro Aranha, um dos principais da posição na história centenária do clube, saiu da capital como herói ao defender pênalti do zagueiro David Braz e selar passaporte à semifinal.

A equipe titular da Macaca, na ocasião, contou com Aranha, Nino Paraíba, Marllon, Yago e Reynaldo; Jádson, Elton e Wendel; Clayson, Lucca e William Pottker.

O trio ofensivo, naquela temporada, fez (mais do que) o suficiente para deixar saudades na torcida.

Pottker, nome de maior referência do plantel, foi o goleador do Campeonato Brasileiro no ano anterior até acertar transferência ao Internacional, enquanto Clayson foi negociado com Corinthians. Lucca, por sua vez, sagrou-se o principal goleador do time em 2017.

SAUDADES?

Após despachar o Santos e silenciar o Pacaembu, a Ponte Preta não tomou conhecimento do Palmeiras, na semifinal, e avançou com autoridade.

Na ida, no Estádio Moisés Lucarelli, o placar de 3 a 0 foi construído sem tantas dificuldades e até ficou gosto 'amargo' por ter desperdiçado a oportunidade de matar o confronto.

No segundo jogo, no Allianz Parque, nem a derrota de 1 a 0 foi capaz de desanimar o lado preto e branco de Campinas.

Na final, todavia, o banho de água fria contra o Corinthians: revés por 3 a 0 em casa e empate por 1 a 1 em São Paulo, com o consequente vice-campeonato paulista.